A exposição Djanira: a memória de seu povo inaugurou nesta última sexta-feira (28) a programação do ciclo Histórias das mulheres, histórias feministas, dedicado a artistas mulheres na programação do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) durante este ano. Esta é a primeira grande exposição monográfica dedicada à obra da artista paulista Djanira da Motta e Silva desde seu falecimento há quarenta anos.

De origem humilde, a artista surgiu no cenário da arte brasileira nos anos 1940 e embora tenha trilhado sólida carreira, teve sua arte renegada pela crítica por fugir da perspectiva eurocêntrica, apresentando temas marginalizados pela elite. Esta mostra busca, portanto, reparar esses equívocos e incompreensões, devolvendo a visibilidade que a obra de Djanira merece, marcando sua presença fundamental na história da arte modernista brasileira durante o século 20.

A exposição inclui obras de todos os períodos de produção da pintora (1940-1970) e refere-se à trajetória da artista e sua pintura profundamente engajada na cultura popular brasileira. Os trabalhos reunidos apresentam os principais temas de sua carreira: retratos e autorretratos, diversões e festejos populares, o trabalho e os trabalhadores, a religiosidade afro-brasileira e católica, os indígenas Canela do Maranhão, entre diversos povos e paisagens brasileiros.

A mostra coincidirá com as exposições de Tarsila do Amaral e de Lina Bo Bardi, a partir de abril, três pioneiras que trabalharam, cada uma a seu modo, a partir de diferentes fontes populares em suas obras no século 20. Já no segundo semestre, o ciclo Histórias das mulheres, histórias feministas, apresentará as mostras de Gego, Leonor Antunes e Anna Bella Geiger.

Além das exposições, o ciclo conta com palestras, oficinas, filmes, seminários e outras atividades. A programação pode ser acompanhada no site do MASP: https://masp.org.br.

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