Alex Trochut foi um dos primeiros designers confirmados a participar do TMDG 2009. Ele nasceu em 1981 em Barcelona e estudou design gráfico e em 2007 já começou seu trabalho como freelancer e ilustrador.

Seu estilo vai claramente contra o “menos é mais” e seus projetos são sempre ricos em detalhes e um rebuscamento na medida certa. Seu trabalho tipográfico impressiona pelo aspecto quase palpável. Ele mesmo diz que é “movido pelo desejo de constantemente se desenvolver”.

O design é de família, já que ele é neto de Joan Trochut, que desenvolveu a fonte Super Veloz, a quem ele reconhece como grande influência.

Capa para revista Varoom

Capa para revista Varoom

Ilustração para a revista Wired

Ilustração para a revista Wired

Poster

Poster

S kate - Letra decorativa

S kate - Letra decorativa

Nixo - tratamento tipográfico

Nixo - tratamento tipográfico

Ilustração para camiseta para a Nike

Ilustração para camiseta para a Nike

Capa para Disapear Here

Capa para Disapear Here

Estrella - ilustra para calendário

Estrella - ilustra para calendário

Monograma - projeto pessoal

Monograma - projeto pessoal

Poster - 10 ways to get a job

Ilustração para Computer Arts - 10 ways to get a job

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Ilustração para o The Guardian

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Type Soul

abcDesign  – Como você começou em design e ilustração?

Alex Trochut – Comecei como qualquer estudante, querendo trazer minha criatividade em trabalhos comerciais, mas confesso que não sabia nada de design até que comecei minha carreira em Elisava, Barcelona.

abcDesign – Você já trabalhou com muitas grandes marcas, como é isso para você? A pressão e a liberdade são diferentes?

AT – Quando uma grande marca te liga, eles sabem exatamente o que eles querem de você porque, de alguma maneira, você já provou que é capaz de fazê-lo. Mas claro, é como uma grande prova, a pressão é muito diferente. Você deve estar aberto a mudanças e ser capaz de adaptar durante o processo. Acho que o mais importante é não desistir do resultado e não ficar muito “apaixonado” pela ideia que você teve, olhando para as sugestões de forma positiva, mas às vezes é difícil.

abcDesign – Você tem um processo criativo? Como você chega a formas tão coloridas e ousadas?

AT – É bem randômico meu processo. Às vezes baseio uma ideia somente na motivação visual, como um exercício de estética. O que me ajuda no momento de criação é ouvir música, especialmente eletrônica.

abcDesign – Você tem algum trabalho que guarde em um lugar especial no seu coração?

AT – Fiquei muito feliz como “10 ways to get a job” e a capa “Hyper spectrum“.

abcDesign  – Como é a cena de design em Barcelona?

AT – É um ambiente muito condensado e intenso para uma pessoa criativa. A cidade respira design, mas em condições duras, no entanto. Os clientes geralmente não dão nem tempo nem dinheiro e você tem que lutar para descobrir como eles vão permitir uma abordagem mais criativa nos projetos. É grande mix entre pessoas que desejam criar e a realidade da cultura do design, mas temos criado designers muito competentes.

abcDesign – Designers que você admira?

AT – Designers americanos como Rick Griffin, Herb Lubalin, e Milton Glaser, e tenho gostado muito dos trabalhos de Steve Harrington, Dan Funderburgh, Raza Uno, Jethro Haynes, Mario Hugo, Aaron Horkey, PMKFA, Brendan Monroe, Mars-1, Jeremy Fish, Marian Bantjes, Si Scott, SerialCut, Inocuo The Sign, e Emil Kozak.

abcDesign – É sua primeira vez falando na América do Sul, quais são suas expectativas?

AT – É uma grande honra porque ouvi muitas coisas boas sobre o TrimarchiDG. Estou muito ansioso – num bom jeito e curioso para aprender mais sobre o país.

Confira as datas do TMDG 2009

Entrevistas com os outros participantes:

Jeremyville

Estúdio Colletivo

István Orosz