Hélio de Queiróz

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Uma das grandes virtudes de um designer é saber expressar através de uma representação gráfica as superfícies e formas que tem em sua mente. Para isso é necessária muita prática. Os softwares de tratamento de imagens possuem ferramentas especiais que auxiliam o designer não apenas a produzir linhas perfeitas, mas também personalizadas de acordo com seu estilo. Porém ele não trará muitos benefícios à produção do desenho se o designer não possuir o conhecimento básico sobre essa arte.

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– A ferramenta caneta cria um caminho pelo qual será passado automaticamente o traço do pincel ou aerógrafo, regulado de acordo com a preferência do desenhista.

Para dar uma aparência mais dinâmica ao desenho, os traços são trabalhados com espessuras variadas, deixando partes do desenho com maior definição. É importante que cada linha seja traçada com efeitos de variação de pressão, o que pode ser feito através das regulagens dinâmicas dos pincéis ou simplesmente dando toques suaves com a borracha nas extremidades.

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Etapa 2 – Utilizando a ferramenta pincel ou aerógrafo, com regulagem suave, são preenchidos os volumes básicos da superfície e as sombras projetadas no chão. O melhor caminho é traçar de maneira solta, sem se preocupar com delimitações, e posteriormente utilizar a ferramenta borracha ou máscaras de seleção para apagar os excessos.

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Etapa 3 – O Rendering evolui gradualmente etapa após etapa e alguns processos são contínuos desde o início até o fim. Esta imagem mostra a evolução da representação do volume e o aparecimento dos primeiros reflexos que darão o aspecto de superfície brilhante inerente a um automóvel. No software são utilizadas as mesmas ferramentas básicas, pincel, borracha e máscaras de seleção.

Etapa 4 – Paralelamente à definição dos volumes da carroceria, são trabalhados os volumes e sombras das rodas. Neste caso, apenas a roda mais visível recebe tratamento refinado, isso tornará o desenho mais “descontraído”. Para dar o volume côncavo à roda, uma máscara de seleção elíptica é preenchida com a ferramenta degradê radial. A tampa central da roda não passa da duplicação da camada que contém a elipse que é transformada e rotacionada para atingir o formato desejado.

Duplicando, transformando e posicionando diversas camadas que contenham elipses é possível definir detalhes como tampas e parafusos.

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Etapa 5 –A incorporação de elementos como faróis e base para logotipo é feita da mesma maneira que as rodas: várias camadas das elipses preenchidas com a ferramenta degradê, dispostas de maneira a atingir o efeito desejado. Lembre-se que as superfícies côncavas refletem o ambiente de cabeça para baixo.

Etapa 6 – Para finalizar, são aplicados efeitos de fundo com pincel de dureza média e camadas de texto nos locais desejados. Uma camada preenchida com pinceladas de amarelo escuro em modo “cor” dá o efeito final ao rendering.

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