Evento discutirá o que o design pode fazer por questões urbanas, refugiados, comida, consciência cultural e comunicação

Uma das principais conferências internacionais de design acontece pela segunda vez em São Paulo. Serão cerca de 20 palestrantras internacionais, seguindas de aprofundamentos -estudo direcionado com número reduzido de pessoas e maior tempo de discussão- dos seguintes temas:

O que o design pode fazer pelos refugiados: Em resposta a uma das maiores crises humanitárias da história recente, o WDCD apresentou, na edição do WDCDSP 2015, o desafio internacional What Design Can Do Challenge for Refugees. Agora, com os projetos premiados já em fase de implementação, o desafio volta para os palcos brasileiros com os resultados dos cinco vencedores.

O que o design pode fazer pela consciência cultural: designers que valorizam a autêntica expressão cultural conseguem mostrar isso em seu trabalho. Muitas vezes, eles dão uma nova vida ao trabalho manual e a técnicas em risco de extinção.

O que o design pode fazer pela comunicação: uma programação visual clara e intuitiva é essencial para o sucesso da absorção de novos conceitos e mensagens, além de contribuir para a melhoria social. É, também, uma maneira tangível de mostrar o poder do design.

O que o design pode fazer pelas questões urbanas: Metade da população global já vive em cidades – e este número irá aumentar ainda mais nas próximas décadas. Com tanta gente dividindo o mesmo espaço, a sociedade urbana precisa lidar com um número crescente de questões urgentes.

O que o design pode fazer pela comida: dentro do design, a comida está emergindo como uma das áreas mais interessantes a serem exploradas. Ao elaborarem questões sobre as origens, a produção e o apelo da comida, designers, food designers e chefs têm insights sobre o futuro do fornecimento e da produção de alimentos em um planeta que planeja acabar com a fome ao mesmo tempo em que sua população não para de crescer.

Palestrantes confirmados:

JACOB VAN RIJS (HOLANDA | MVRDV)

Jacob é sócio-fundador do escritório de arquitetura MVRDV, conhecido por fornecer soluções para questões arquitetônicas e urbanas, com projetos que incluem o Mercado Municipal de Roterdã e o Mirador, em Madri. Seus projetos, de formas ousadas e não óbvias, estão entre os mais vanguardistas e premiados do mundo.

ERIK KESSELS (HOLANDA | KESSELSKRAMER)

Erik Kessels é um nome de destaque no campo da criatividade. Além de artista, designer e curador, é sócio da KesselsKramer que tem escritórios em Amsterdã, Londres e Los Angeles. Ele é famoso pelo trabalho com fotografias amadoras. Em seus livros, publica imagens garimpadas em mercados de pulga, álbuns perdidos e a internet.

SELLY RABY KANE (SENEGAL | SRK)

A estilista lançou sua marca, SRK, em 2012 com forte influência da cultura pop. Desde então tem ganhado destaque e reconhecimento em meio à comunidade criativa. A cantora Beyoncé usou um look seu recentemente e a conferência Design Indaba a convidou para ser diretora criativa da edição 2017 do evento.

FRED GELLI (BRASIL | TÁTIL)

Fred Gelli é cofundador e diretor criativo da Tátil, uma consultoria de estratégia, construção e gestão de marcas, que ganhou projeção mundial ao assinar a identidade visual dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A metodologia de trabalho de Gelli segue os princípios da biomimética, linha de estudo que encontra sinergia entre design e natureza.

ROGIER KLOMP (HOLANDA | KLOMP TV)

O multidisciplinar designer é especializado em documentários de animação e em jornalismo de dados. É o produtor dos curtas independentes “The Goatman Act” e “Masters of Media” (série). Também é professor de design de dados na Willem de Kooning Academy, em Roterdã. Sua mais recente pesquisa, “Can Data Save Democracy?”, explora a relação entre dados, design e o poder público.

ROXANA MARTINEZ (COLÔMBIA | GRÁFICA POPULAR)

Fundado pelos colombianos Juan Esteban Duque, Roxana Martínez e Esteban Ucrós, Popular de Lujo é um projeto “não terminado, interminável, empírico e mutante” dedicado à Bogotá comum e cotidiana. O grupo estuda a “gráfica popular”, conceito que compreende todas aquelas imagens produzidas à margem dos grandes meios de comunicação e fora do circuito das agências de publicidade, estúdios de design e universidades.

SAM BOMPAS (REINO UNIDO | BOMPAS & PARR)

Ao lado de Harry Parr, Sam fundou o Bompas & Parr, um estúdio de design conhecido por suas inusitadas criações sensoriais com comida, que incluem esculturas de gelatina, uma nuvem de gim tônica e uma parede escalável de chocolate. Todas as iniciativas têm por objetivo discutir a nossa relação com os sentidos e a forma como percebemos os sabores.

ELAINE RAMOS (BRASIL | UBU EDITORA)

Entre os anos de 2004 e 2015, a designer gráfica Elaine Ramos foi a diretora de arte da Cosac Naify, a maior editora brasileira dedicada às artes visuais. Lá, ela foi responsável pelo projeto gráfico de centenas de livros e coordenou todos os lançamentos da seção de design. No começo deste ano, ela inaugurou seu próprio estúdio de design, além de tornar-se cofundadora da Ubu Editora junto com duas amigas.

RODRIGO OLIVEIRA (BRASIL | MOCOTÓ)

O chef paulistano transformou o Mocotó, restaurante de sua família na zona norte de São Paulo, em um dos mais premiados e conhecidos da América Latina ao unir inovação e tradição em seu modelo de negócios. A valorização de ingredientes típicos a partir de receitas executadas com perfeição e simplicidade tem contribuído de forma extremamente positiva para a gastronomia brasileira.

MARKO BRAJOVIC (CROÁCIA/BRASIL | ATELIER MARKO BRAJOVIC)

O arquiteto croata se aprofundou em questões complexas como a sinestesia em entornos audiovisuais interativos, biomimética e uso do bambu na construção de estruturas fixas. Em 2006, estabeleceu seu escritório em São Paulo, por meio do qual atende clientes como Coca-Cola, Nike e Hermès com uma equipe multidisciplinar de profissionais.

ANDRE NADDEO (BRASIL | DRAWFUGEES E I AM IMMIGRANT)

Entre abril e junho de 2016, o jornalista André Naddeo morou no campo de refugiados de Piraeus, na Grécia. Desta experiência, surgiram dois projetos independentes visando dar voz aos refugiados que não são representados pela mídia: “Drawfugees” e “I am immigrant”.

ALINE CAVALCANTE (BRASIL | OGANGORRA)

Jornalista, empreendedora social e cicloativista. Sua principal missão é promover os benefícios da bicicleta em São Paulo, uma das cidades mais motorizadas do mundo. As lutas e conquistas de Aline foram retratadas no premiado documentário “Bikes vs. Cars”, do diretor sueco Fredrik Gertten.

O evento acontece nos dias 13 e 14 de dezembro, confira todos os detalhes em What Design can Do

 

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