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HARLEY DAVIDSON: CLIENTES OU SEGUIDORES?

Entre os profissionais e estudantes de Design ou Marketing é muito comum ouvir o nome da Harley Davidson sendo citado como uma referência em estratégias de Branding, principalmente de pós-venda.

Para entender melhor o universo da marca, a abcDesign foi cobrir o evento que o curso de Pós-graduação em Branding da Universidade Positivo realizou, em parceria com a concessionária The One – Harley Davidson, na última sexta-feira (26), em Curitiba.

Carlos Inácio “Índio”, 66 anos, reconhecido como embaixador da Harley Davidson no Brasil, explicou para os presentes que a base de todo o sucesso da Harley é fazer com que o comprador da moto se sinta também um dono da marca. É como se ele estivesse entrando para um clube, onde pode fazer amigos e ficar por dentro das novidades. “A Coca-Cola pode até ser a marca mais conhecida do mundo, mas não conheço ninguém que tenha uma tatuagem de seu logotipo no corpo.”, enfatiza Índio, que é um apaixonado pelas emblemáticas motos americanas desde quando era um menino de 12 anos. “Assim que o cliente conhece bem a marca, ele se torna um defensor dela.”, acrescenta.

A paixão dos harleyros é tanta, conta ele, que não é raro ver dois indivíduos disputando quem tem a marca estampada mais vezes no corpo. Pesquisas apontam, inclusive, que a Harley é a marca mais tatuada do mundo.

Índio e Arnaldo de Oliveira Silva, diretor geral da concessionária curitibana, também compartilharam com o público fatos interessantes a respeito do layout das concessionárias, das estratégias de venda e do comportamento do consumidor harleyro. Eles contaram que uma pesquisa constatou que o comprador visita em média 22 vezes a loja antes de consumar a compra da moto. Às vezes ele vai só para ouvir o ronco, que – acreditem – é até patenteado pela marca.

Uma Harley é vista como objeto de desejo e um ícone de poder. Isso faz com que o seu consumidor esteja disposto a gastar uma boa quantia para personalizar a sua “amada” com itens oficiais vendidos na loja.  Contudo, Arnaldo explica que “o maior desafio hoje é fazer com que a marca se popularize e não seja vista como apenas da elite. O espaço aqui é aberto a todos, sejam proprietários de Harley ou não.” Fato curioso é que pouca gente sabe que hoje a Harley já trabalha com modelos custando menos de 30 mil reais no Brasil.

Para expandir a abrangência das vendas, a concessionária de Curitiba adotou  estratégias inéditas, como levar oficinas itinerantes, por períodos de 10 a 15 dias, a outras regiões do estado. Por exemplo, cliente de Londrina, interior do Paraná, pode comprar a moto na capital e fazer a manutenção periódica dela em sua cidade.

Para quem quer entender sobre Branding e fidelização de clientes, os estudos de caso da Harley Davidson, sem dúvida, são obrigatórios.◘

 

Marcelo Gallina (Universidade Positivo) e Carlos Inácio  “Índio” 

 

Fotos: Bruno Akira (Universidade Positivo) e Rodrigo Forbeck

Rodrigo Forbeck
Rodrigo Forbeck

Formado em Marketing e especialista em Cinema, declara-se um apaixonado pelas diversas formas de se contar uma história. Atualmente, trabalha como redator publicitário na Straub Design, faz roteiros de vídeo como freelancer e é colunista da Revista abcDesign, onde escreve sobre cinema e arte.

1 comentário

  1. Elizeu Garcia disse:

    Estou caminhando prá chegar lá…. está tudo ajustado para adquirir uma máquina dessa este ano, além de gostar da máquina, tbém aprecio mto o carinho e a valorização q empregam na marca…parabéns

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