A Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) realizou um levantamento sobre os 100 melhores curtas-metragens da história do cinema brasileiro. A lista, que foi promovida com críticos, professores e pesquisadores de todo o país, abrange o período entre 1913 a 2018.

A produção gaúcha “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, vencedora do Urso de Prata do 40º Festival de Berlim, em 1990, é a primeira colocada. Em segundo lugar na votação, aparece “Di” (1977), de Glauber Rocha, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, seguido por “Blábláblá” (1968), de Andrea Tonacci, “A Velha a Fiar” (1964), de Humberto Mauro, e “Couro de Gato” (1962), de Joaquim Pedro de Andrade.

O levantamento servirá de base para o livro “Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais”, produzido em parceria com Canal Brasil e editora Letramento.  O título é o último da coleção “100 Melhores Filmes”, composta por “100 Melhores Filmes Brasileiros” (2016), “Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” (2017) e “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais” (2018).

Confira a lista completa:

  1. Ilvha das flores (1989), de Jorge Furtado
  2. Di (1977), de Glauber Rocha
  3. Blábláblá (1968), de Andrea Tonacci
  4. A velha a fiar (1964), de Humberto Mauro
  5. Couro de gato (1962), de Joaquim Pedro de Andrade
  6. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
  7. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro
  8. Maioria absoluta (1964), de Leon Hirszman
  9. A entrevista (1966), de Helena Solberg
  10. Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro
  11. Alma no olho (1973), de Zózimo Bulbul
  12. Viramundo (1965), de Geraldo Sarno
  13. Vinil verde (2004), de Kleber Mendonça Filho
  14. Documentário (1966), de Rogério Sganzerla
  15. Vereda tropical (1977), de Joaquim Pedro de Andrade
  16. Recife frio (2009), de Kleber Mendonça Filho
  17. Nelson Cavaquinho (1969), de Leon Hirszman
  18. Zezero (1974), de Ozualdo Candeias
  19. Sangue corsário (1980), de Carlos Reichenbach
  20. O dia em que Dorival encarou a guarda (1986), de Jorge Furtado e José Pedro Goulart
  21. O poeta do castelo (1959), de Joaquim Pedro de Andrade
  22. Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), de Joaquim Pedro de Andrade
  23. Maranhão 66 (1966), de Glauber Rocha
  24. O som ou tratado de harmonia (1984), de Arthur Omar
  25. Subterrâneos do futebol (1965), de Maurice Capovilla
  26. Mato eles? (1983), de Sérgio Bianchi
  27. Guaxuma (2018), de Nara Normande
  28. Meow! (1981), de Marcos Magalhães
  29. Eletrodoméstica (2005), de Kleber Mendonça Filho
  30. O rei do cagaço (1977), de Edgard Navarro
  31. Fantasmas (2010), de André Novais Oliveira
  32. Socorro Nobre (1995), de Walter Salles
  33. À meia noite com Glauber (1997), de Ivan Cardoso
  34. Dias de greve (2009), de Adirley Queirós
  35. A pedra da riqueza (1975), de Vladimir Carvalho
  36. Memória do cangaço (1965), de Paulo Gil Soares
  37. O duplo (2012), de Juliana Rojas
  38. Quintal (2015), de André Novais Oliveira
  39. Fala Brasília (1966), de Nelson Pereira dos Santos
  40. O porto de Santos (1978), de Aloysio Raulino
  41. Horror Palace Hotel (1978), de Jairo Ferreira
  42. Esta rua tão Augusta (1968), de Carlos Reichenbach
  43. Muro (2008), de Tião
  44. Manhã cinzenta (1969), de Olney São Paulo
  45. O tigre e a gazela (1977), de Aloysio Raulino
  46. Cinema inocente (1980), de Julio Bressane
  47. …a rua chamada Triumpho 969/70 (1971), de Ozualdo Candeias
  48. Carro de bois (1974), de Humberto Mauro
  49. Olho por olho (1966), de Andrea Tonacci
  50. Praça Walt Disney (2011), de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira
  51. Chapeleiros (1983), de Adrian Cooper
  52. Juvenília (1994), de Paulo Sacramento
  53. Os óculos do vovô (1913), de Francisco Santos
  54. Dossiê Rê Bordosa (2008), de Cesar Cabral
  55. Lampião, o rei do cangaço (1937), de Benjamin Abrahão
  56. Animando (1983), de Marcos Magalhães
  57. Jardim Nova Bahia (1971), de Aloysio Raulino
  58. Partido alto (1982), de Leon Hirszman
  59. Torre (2017), de Nádia Mangolini
  60. Mauro, Humberto (1975), de David Neves
  61. Ver ouvir (1966), de Antônio Carlos Fontoura
  62. Congo (1972), de Arthur Omar
  63. Caramujo-flor (1988), de Joel Pizzini
  64. Lacrimosa (1970), de Aloysio Raulino e Luna Alkalay
  65. Palíndromo (2001), de Philippe Barcinski
  66. Um sol alaranjado (2002), de Eduardo Valente
  67. Cantos de trabalho (1955), de Humberto Mauro
  68. O guru e os guris (1973), de Jairo Ferreira
  69. Nosferato no Brasil (1970), de Ivan Cardoso
  70. Mulheres de cinema (1976), de Ana Maria Magalhães
  71. Kbela (2015), de Yasmin Thayná
  72. A voz e o vazio: a vez de Vassourinha (1998), de Carlos Adriano
  73. Libertários (1976), de Lauro Escorel
  74. Meu compadre Zé Ketti (2001), de Nelson Pereira dos Santos
  75. Seams (1993), de Karim Aïnouz
  76. Céu sobre água (1978), de José Agrippino de Paula
  77. Dov’è Meneghetti? (1989), de Beto Brant
  78. Teremos infância (1974), de Aloysio Raulino
  79. Texas Hotel (1999), de Cláudio Assis
  80. Rituais e festas Bororo (1917), de Major Thomaz Reis
  81. Integração racial (1964), de Paulo Cezar Saraceni
  82. HO (1979), de Ivan Cardoso
  83. Kyrie ou o início do caos (1998), de Debora Waldman
  84. Pouco mais de um mês (2013), de André Novais Oliveira
  85. Cartão vermelho (1994), de Laís Bodanzky
  86. Um dia na rampa (1960), de Luiz Paulino dos Santos
  87. Moreira da Silva (1973), de Ivan Cardoso
  88. Nada (2017), de Gabriel Martins
  89. Nada levarei quando morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno (1981), de Miguel Rio Branco
  90. O ataque das araras (1975), de Jairo Ferreira
  91. Enigma de um dia (1996), de Joel Pizzini
  92. Amor! (1994), de José Roberto Torero
  93. Menino da calça branca (1961), de Sérgio Ricardo
  94. Estado itinerante (2016), de Ana Carolina Soares
  95. Amor só de mãe (2002), de Dennison Ramalho
  96. Carolina (2003), de Jeferson De
  97. Contestação (1969), de João Silvério Trevisan
  98. Guida (2014), de Rosana Urbes
  99. Exemplo regenerador (1919), de José Medina
  100. Frankstein punk (1986), de Cao Hamburger e Eliana Fonseca