O Festival de Cinema Indígena Online disponibilizou 92 produções audiovisuais que abordam a diversidade linguística e cultural das populações originárias. Com foco em obras feitas na América Latina e Caribe, a mostra realizada neste mês é parte das ações da agência da ONU para comemorar o Ano Internacional das Línguas Indígenas (2019). 

Os filmes disponíveis no YouTube (https://bit.ly/2QNx7Hs) discutem temas como o conhecimento indígena sobre o meio ambiente, educação, produção e consumo sustentáveis, preservação do patrimônio cultural e natural e o papel das mulheres indígenas. Entre as produções, duas são do Brasil sobre os povos Kalapalo e Kawaiwete, presentes atualmente na área do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.   

As obras contemplam uma variedade de idiomas indígenas e estão disponíveis com legendas em inglês/espanhol. Entre as línguas, estão o Damana (Povo Wiwa), Kamëntsá, Awápit, Namtrik (Povo Misak), Nasa yuwe, Mojeño Ignaciano, Chacobo, Chiquitano, Kalapalo, Matlatzinca, Tojolabal, Tojono, Otomí, Waorani, Movima, Machineri, Cavineño, Huasteco, Yaqui, Tseltal, Huichol, Qhas Qut Suñi Urus, Uru Chipaya, Moré, Tsimane, Ch’ol, Mayo, Purépecha, Seri, Cucapá, Weenhayek, Náhuatl, Nasa yuwe, Guaraní, Mosenten Beni, Kayabi/Kawaiwete, Millcayac, Matapi, Tinigua, Tehuelche, Guaná, Chaná, Uru uchumataqu, Tapiete, Awajún, Quechua, Amahuaca, Taushiro, Sapanish.

A UNESCO foi a responsável pela realização do projeto e, segundo a ONU BR, busca “reiterar que as línguas indígenas e os seus sistemas de pensamento representam uma fonte valiosa de conhecimentos para o desenvolvimento sustentável, a consolidação da paz e os processos de reconciliação nas sociedades”.

*A imagem da capa desta matéria é da ACNUR/ B.Heger e retrata crianças indígenas Kuna deslocadas por conta dos conflitos armados na Colômbia.