AI WEIWEI RAIZ é a maior exposição já realizada pelo expressivo artista plástico contemporâneo chinês. Com projeto desenvolvido e curado por Marcello Dantas, a mostra chega em Curitiba, depois de passar por São Paulo e Belo Horizonte. A exposição é composta por trabalhos icônicos realizados ao longo da trajetória do artista, além de obras inéditas nascidas de uma imersão profunda pelo Brasil e suas tradições. Em cartaz a partir de 3 de maio no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba – clique aqui para saber mais.

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foto: Gabriela Giannini, na exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte

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foto: Gabriela Giannini, na exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte

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foto: Gabriela Giannini, na exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte

Sobre a exposição
Um dos principais nomes da cena contemporânea mundial, Ai Weiwei deixou seu país de origem em 2015 e se destaca no cenário internacional pelo interesse que demonstra pelas questões sociais e humanas, como a crise global de refugiados e a luta pela liberdade de expressão. Alguns de seus trabalhos mais conhecidos são grandes instalações que muitas vezes tensionam o mundo contemporâneo e os modos tradicionais chineses de pensamento e produção, como sua obra-prima Dropping a Han Dynasty Urn (Deixando cair uma urna da dinastia Han), um trabalho que mostra o jovem artista derrubando intencionalmente uma urna cerimonial de cerca de 2.000 anos, da Dinastia Han, período da história da civilização chinesa. A ação subversiva e transformadora foi captada e transformada em três imagens que vêm sendo expostas em mostras por todo o mundo. No Brasil, poderá ser vista a versão dela em peças de Lego.
Outras obras históricas conhecidas mundialmente também estarão expostas, como a Sunflower Seeds (Sementes de girassol), trabalho composto por milhões de ‘sementes de girassol’ de porcelana pintadas à mão por artesãos chineses, levantando a questão da produção em massa e perda da individualidade; Forever Bicycles (Bicicletas Forever) é uma obra de caráter arquitetônico que utiliza bicicletas como blocos de construção, fazendo também alusão à multiplicação e repetição. O nome da instalação é inspirado na famosa marca chinesa de bicicletas ‘Forever’, bastante comum durante a infância do artista, quando este era o principal meio de transporte na China; e Moon Chest (Cofre de lua), uma série de baús feitos em madeira com aberturas em círculos que apresentam as quatro fases da lua aos visitantes que atravessam a instalação.
Já a imersão pelo Brasil contou com a consultoria da designer Paula Dib e colocou o artista em contato com comunidades, artesãos, manifestações culturais e recursos regionais até então desconhecidos por ele, resultando em trabalhos inéditos, feitos com madeira, sementes, cerâmica, raízes e couro. Ai Weiwei se propôs a desvendar e absorver a cultura local e moldar objetos que representam a biodiversidade, a paisagem humana e a criatividade brasileira. Como na série Sete raízes, na qual o artista utilizou uma técnica de carpintaria chinesa e, junto a carpinteiros brasileiros, produziu sete esculturas feitas com raízes e partes de árvores nativas, encontradas desenterradas na região de Trancoso, na Bahia. Duas dessas estarão expostas no MON. Na mesma região foi descoberta uma árvore de pequi com cerca de 31m de altura e mais de mil anos, que foi moldada in loco para ser fundida em ferro. O processo pode ser visto no documentário Uma Árvore, que acompanha também um modelo em 3D do pequi, em escala menor.
Entre os destaques está também um conjunto de trabalhos em madeira, esculpidos à maneira dos ex-votos remontando a iconografia do artista, os quais foram feitos em colaboração com artesãos de Juazeiro do Norte (CE). Outra colaboração com artesãos locais são os moldes de quatro elementos tipicamente brasileiros, desenvolvidos por um ateliê de cerâmica em São Paulo, cujas iniciais de seus nomes constroem a palavra FODA: Fruta do Conde, Ostra, Dendê e Abacaxi. Obras feitas com couro e o alfabeto armorial de Ariano Suassuna e uma instalação que inclui um molde em gesso do corpo próprio artista também integram a mostra.
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