2 milhões de pessoas vivem nas favelas do Rio de Janeiro. Isso representa 22% da população da cidade maravilhosa que, recorrentemente, é representada por diretores de cinema, fotógrafos, pintores e escritores que não vivenciam as favelas. O fato desses produtores serem espectadores das comunidades retratadas reflete no registro de um olhar estereotipado, um retrato turístico ou, na melhor das hipóteses, uma analogia ao modo de vida nos morros, mas nunca, a sua verdadeira essência.

Buscando a quebra dos esteriótipos gerados por essas produções, nasceu o Projeto Favelagrafia, que consiste em fotografias feitas por fotógrafos amadores que moram nas comunidades. Usando um Iphone SE, Josiane (Alemão), Elana (Santa Marta),  Saulo (Prazeres), Rafael (Rocinha), Omar (Babilônia), Jéssica (Mineira),  Joyce (Providência) e Magno (Cantagalo) são os participantes do projeto.

A ideia das fotos é retratar o dia a dia, os talentos locais e suas idiossincrasias, valorizando a visão e vivência dos fotógrafos/moradores e a riqueza cultural dos morros. 

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O Projeto Gráfico

Das fotos, um alfabeto. Com o intuito de explorar as fotografias como potenciais produtos gráficos para aplicação de cartazes, postais e camisetas, algumas fotos foram pensadas como tipografias urbanas. Com o olhar direcionado para silhuetas que remetam à formas do alfabeto, as imagens, que passaram por um tratamento que garantiu a uniformidade do projeto, transmitem mensagens e cumprem o propósito enquanto recurso gráfico.

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