Por: Alexandre Moraes

Desde o final do século XIX e durante o século XX, designers têm comemorado a eficácia da produção industrial a caminho da modernidade e a natureza da individualidade dos projetos produzidos. Ao visitar o MoMa (The Museum of Modern Art), você tem a oportunidade de conhecer essas épocas, em uma coleção particular de várias galerias dedicadas à pintura, escultura, arquitetura, desenho, fotografia, dentre outras experiências que o museu permite com recursos fantásticos.

Desde sua fundação, em 1929, com pouquíssimas obras, até se expandir em quase dois quarteirões no centro de Manhattan, o museu ampliou seu acervo para mais de 150 mil obras e exibe aproximadamente 22 mil vídeos, além de possui uma biblioteca com mais de 300 mil livros de mais de 70 mil artistas. Cada andar apresenta um determinado período que reflete a evolução do design e da forma como ele foi utilizado para expressar as épocas marcadas pelas revoluções e evoluções do cotidiano das pessoas.

Uma das exposições que mais me chamou a atenção foi “Talk to Me: Design and the Communication between People and Objects” (Fale comigo: Design e comunicação entre pessoas e objetos). A exposição atrai por envolver uma interação direta com interfaces e/ou dispositivos de comunicação a fim de estabelecer uma conexão emocional ou intelectual com seus usuários.

Um exemplo é o robô Tweenbot, que percorre a cidade de Washington dependendo da bondade de estranhos, carregado consigo uma bandeira pedindo ajuda para chegar ao seu destino. Sua criadora, Kacie Kinzer, mantinha vigilância com uma câmera escondida na bolsa para mostrar a reação das pessoas que interagiam indiretamente com o robô.

É exatamente disso que se trata a exposição, da comunicação entre pessoas e coisas. Todos os objetos contêm informações que vão além da aparência, com sistemas complexos que ativamente de forma sutil falam por nós, com os designers ajudando a desenvolver e improvisar este diálogo.

O museu abre espaço também para as tipografias, com uma aquisição recente de 23 tipos de letras digitais vistas pela primeira vez e exibe obras feitas de compensado, um importante material do século XX que deu maior flexibilidade na criação de novas formas de objetos do cotidiano.


Então fica a dica, se estiver em Nova York, vale a pena conferir o museu.

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