jeremyville_carroobienightmare_in_jeremyvilleupper_west_side_highresacid_days1_2acid_pop1_2acid_days1_2jeremyville_sessions_coverconversexjeremyvilleContinuando a série de entrevistas com os palestrantes do TMDG 2009, vamos mostrar o Jeremyville, designer/artista australiano que foi o primeiro a escrever um livro sobre o fenômeno do Toy Arts (Vinil Will Kill). Super prolífico, o garoto trabalha muita customização.

Vamos à entrevista:

abcDesign – Conte um pouco sobre como você começou com ilustração e design?

J – eu tenho um diploma de arquitetura pela Sidney University, nunca frequentei escolas de arte ou design. Sempre tive vontade de abordar o design de outras formas, não de forma óbvia, então, eu entrei na industria do meu próprio jeito. Comprei um celular e um computador quando eu tinha 17 anos e simplesmente comecei a tentar uma carreira em arte enquanto eu ainda estava na faculdade. Nunca trabalhei em outro lugar a não ser no meu estúdio e para mim não tinha outro jeito de ganhar dinheiro do que com minha arte. Prefiro passar fome e trabalhar em algo que eu amo do que ter um emprego que eu odeie só para pagar o aluguel.

abc – Você tem algum processo criativo?

J – Eu começo a maioria dos projetos com uma caneta e um sketchbook, e começo a pensar em ideias. Geralmente começo pensando no contexto do que estou querendo dizer, e tento ver se é algo novo e que nunca foi oferecido antes. Então, foco nos detalhes. Não costumo a trabalhar muito em cima de um job. Sou rápido no processo de design. Instinto é tudo no meu modo de trabalhar.

abc – Você considera que tem um estilo?

J – Bem, alguns descrevem meu trabalho como colorido e divertido, mas é só uma parte dele. Eu gosto de explorar um lado mais negro nos meus quadrinhos e pinturas. Acho que não é tudo muito colorido e divertido. A vida também tem a ver com morte, perda, tristeza e melancolia, e eu acho tudo isso muito bonito também. Tem tudo a ver com o que é ser humano. Sou uma pessoa positiva, mas também sei que lá dentro existe desespero e dor como para todas as pessoas, e exploro isso em meu trabalho.

abc – Como designer, o que você faz para ter sempre novas ideias, o que é importante para alimentar a criatividade?

J – Eu sou muito introspectivo e exploro os aspectos do meu humor e sentimento, especialmente nas histórias em quadrinho. Eu tento me conectar com quem está vendo meu trabalho de maneira bem pessoal. No entanto, como eu também tenho uma audiência bem universal, eu tento transformar emoções complexas em uma forma aparentemente simples, mas ao mesmo tempo pungente.

abc – Qual o melhor som para se ouvir enquanto trabalha?

J –Eu ouço muito Neil Young, Tim Buckley, Nick Cave, The National, Velvet Underground, Echo and the Bunnymen,  Nina Simone, Kate Bush, e muitos mais.

abc – Para você, design é..

J – Expressar uma ideia claramente apenas com os elementos essenciais necessários para converter essa mensagem

abc – Qual a sua expectativa para ir falar no TMDG 2009?

abc – is it your first time speaking in South America? any special expectations?

J – É a primeira vez que vou à América do Sul, então vai ser realmente uma experiência muito interessante. Tenho muitos apoiadores no continente e espero conhecer muitos deles no evento!

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