Talvez o dito popular “quem não é visto, não é lembrado” nunca tenha feito tanto sentido quanto neste momento em que as redes sociais concentram e articulam setores como a comunicação e o design. É preciso postar para mostrar que fez um projeto legal. Provavelmente você usa o Behance como portfólio online e é bastante possível que faça posts no Instagram ou – no quase morto – Facebook para divulgar seus melhores trampos.

Mesmo aqueles que não curtem tanto este ambiente digital já notaram que por mais fútil que seja, as redes sociais são ferramentas que resultam em um freela aqui e outro ali. A novidade deste ambiente é a Dribbble, uma rede social para designers postarem e discutirem projetos. Conversamos com Mariana Lech (confira o Dribbble dela aqui: dribbble.com/lechmariana), estudante de design que está na ferramenta há mais de um ano. Para ela, a interatividade gerada nos projetos é o ponto mais bacana do Dribbble: “com o sistema de shots dá pra postar detalhes de materiais que fazemos mesmo se o projeto inteiro ainda não estiver pronto. Aí é bom pra pegar feedback e focar no refinamento”, contou a designer.

Shots estão para o Dribbble como tweets para o Twitter, só que no lugar de palavras, publicam-se imagens. Daí vem o slogan da rede “no que você está trabalhando?”, os shots são a forma que os usuários postam os projetos para interação. Assim como os tweets são limitados a 140 caracteres, cada imagem postada tem no máximo 400 × 300 px.

Convite para entrar

Como nem tudo são flores, o ponto que vem sendo mais criticado no Dribbble é a necessidade de um convite para entrar. Enquanto os criadores justificam ser este um critério para manter a qualidade do site, a comunidade considera um fator excludente: “o sistema de convites faz ele ser super elitista. Só da pra interagir se você receber convite de outra pessoa, o que é paia”, comentou Mariana sobre a prática.

Conseguir um convite para entrar não é tão simples, é preciso ficar atento aos tweets de players ou a sites que disponibilizam o convite para vencedores de desafios. Uma dica é ter um portfólio online bom e atualizado, pois normalmente é a partir da análise deste portfólio que o convite é cedido. Ao que tudo indica, o esforço vale a pena, Mariana contou que surgiram duas propostas de freela via Dribbble e que para aqueles que curtem interface e design digital, a plataforma é super indicada para procurar referências*, pois achar outros portais que concentrem este tipo de conteúdo não é fácil.

*sem o convite é possível ver os projetos postados e as interações no Dribbble, mas não é possível interagir.

 

 

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