Muitos de vocês viram quando foi anunciado lançamento da marca de etanol Raízen no mercado. Ela já começou globalizada e com o desafio de ampliar no mercado internacional este produto tão importante para o Brasil e, hoje, uma opção interessante para reduzir as emissões de carbono.

A Raízen surgiu da união entre a Cosan, produtora e exportadora de açúcar e etanol, e a Shell, distribuidora. Ela é a primeira empresa de etanol que surge com uma cadeia integrada de negócios e já com números expressivos:

5ª maior empresa do país em faturamento (R$ 50 bilhões)

US$ 12 bi em valor de mercado

40 mil funcionários

2,4 bilhões de litros de etanol por ano

O responsável pelo branding e identidade visual foi o escritório Ana Couto Branding e Design. O projeto tinha que alinhar bem duas culturas fortes de empresas distintas em um único objetivo:

 

O posicionamento ficou delineado a partir das vantagens com as quais a marca já saía na frente:

A Raízen desenvolve energia limpa e atende uma demanda de distribuição global.

Através de uma cadeia integrada, opera com tecnologia de ponta, gerando mais produtividade e melhores resultados.

É pioneira e brasileira no mercado de energia responsável e é endossada pela Shell e pela Cosan.


Identidade:

Raízen da junção entre as palavras raiz e energia, nome que funciona bem em inglês também, por lembra a palavra “risen”, de crescido, ascendido…

Logo e aplicação:

 

 

Ana Couto explica que uma das importantes diretrizes para a Raízen foi criar uma marca que ajudasse a posicionar o etanol para o exterior, pois é um produto de bastante potencial para o Brasil. “Uma marca corporativa, que não se relaciona diretamente com o consumidor, tem um papel muito importante na relação com o mercado, junto ao governo, bolsa, por exemplo, especialmente quando se trata de um produto como o etanol”.

Posicionando o Brasil no Branding

Se posicionar um produto brasileiro no exterior já é um enorme desafio, pensar na posição do Brasil em relação ao branding é algo ainda mais complicado. Contudo, é exatamente esse um dos assuntos que serão abordados durante o abcDesign Conference Wolff Olins, quando Ana Couto, junto com Fred Gelli, participa de um debate com os palestrantes, Marina Willer e Karl Heiselman.

Uma das questões tem bastante a ver com o contexto da Raízen, quando se fala em unir estratégias de negócios com estratégias de marca. “A Wolff Olins é uma das consultorias que trabalha os três pilares juntos: estratégia de negócios, marca e comunicação. Isso ainda não é comum aqui”, opina Ana.

Por outro lado, a consultora, que já estudou e trabalhou no exterior, afirma que tendemos a pensar que lá fora esse tipo de serviço é plenamente entendido e absorvido, o que não é verdade. “Eles também têm dificuldade em vender e se fazer entendidos, a diferença é que o setor tem mais tempo é melhor articulado. Contudo, me pergunto porque eles, mesmo tendo feito projetos para o Brasil, não firmaram seus negócios aqui. Essa é uma boa pergunta a ser levantada no dia”.

Se você se interessou em fazer parte desta discussão e que também fortalecer o papel do branding e do design no desenvolvimento competitivo das empresas brasileira, compareça ao abcDesign Conference dia 11 de maio, na ESPM em São Paulo.

 

O quê: abcDesign Conference Wolff Olins http://www.abcdesign.com.br/conference/

Palestrantes: Marina Willer (diretora de criação) e Karl Heiselman (CEO)

Quando: 11 de maio de 2011, a partir das 08h00.

Onde: ESPM – São Paulo (Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana)

Quanto: preço em março (R$ 310,00 não assinantes, R$ 250,00 assinantes)

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