As iniciativas que abordam as difererente faces da sustentabilidade e do design, mesmo as mais “artísticas”, como é o caso da mostra que vamos falar, trazem conceitos que, sem dúvida, devem ser reaproveitados e reciclados para perpetuarem.

atema-architecture

Mesa auto-canibal

anycolouryoulike

Anycolouryoulike

Fire wall

Fire wall

Furniture to go

Furniture to go

Prato UFO

Prato UFO

InDisposed acaba de acontecer na New York Design Week e trouxe trabalhos de designers que pensaram especificamente na forma de se dispensar esses produtos, e o resultado foram objetos com propostas bem interessantes.

O que levou os curadores a propor esse tema foi a vontade de ir contra a ideia de que objetos são inerentemente maus. “Será que não podemos incorporar o descarte no design dos objetos cotidianos? Não precisamos da limpeza fisica que vem como o jogar fora as coisas para dar espaço aos produtos de amanhã”.

Ou seja, será que parte do problema não está em consumir em trocar, mas na forma como nos desfazemos dos produtos e como eles são pensados nesse aspecto?

O primeiro projeto é o prato UFO (Unidentified Feeding Object) feito por Andrea Ruggiero e Brengt Brummer de um composto de comida para passarinho, amido de batata, guar gum – um tipo de cola feita natural e um agente extraído de algas para liga. É para ser usado em piqueniques e depois jogado aos passarinhos, porque todo ele é degradável, mostrando que nem tudo que é descartável deva ser de plástico de papel e feio.

Por outro lado, quem disse que o saco de lixo que usamos tem que ser feio, como mostrou Adrian K com seus sacos de lixo anycolouryoulike, que foram usados em intervenções urbanas, sendo transformados em esculturas por artistas. E sim, ele é biodrgradável e com cheirinho.

Já o pessoal da Atema Architecture criou a mesa auto-canibalística, que é feita de embalagem de ovos, cola de farinha e sementes. Quando é adicionado água, as sementes germinam e a mesa passa a se auto-consumir. Contrapondo esse tipo de objeto, a Furnisure to Go de Takeshi Miyakawa, que são embalagens de comida que podem ser montadas em móveis de acordo com o gosto do freguês.

Outro exemplo bacana é a FireWall, do Situ Studio, que propõe uma nova função para as madeiras que serão usadas em lareiras, fazendo com elas virem paredes modulares. Os troncos são feitos com corte numérico computadorizado em madeiras de pinheito que caíram devido uma infestação de besouros, que vem atacando florestas americanas.

Vi. no Core 77

Imagens: site do Indisposed (catálogo virtual, sem impresso, claro!)

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