por Ashley Kemper, estrategista de marketing 

Embora a maioria das pessoas entenda que a Internet é universalmente acessível, muitas vezes existe a crença de que também existam algumas regras para design de web que são universalmente aceitas. Na verdade, existem diferentes componentes de design que deveriam ser considerados para diferentes culturas. Veja abaixo três perguntas para refletir sobre como você está avaliando suas escolhas globais de design.

Qual a quantidade de informação que este público deseja?

Dê uma olhada nessas duas homepages: primeiro, a edição da CNN do Reino Unido e, depois, um portal chinês de notícias e jogos.

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O site da CNN fornecerá um visual familiar para a maioria dos visitantes da Europa Ocidental e da América do Norte. Fotografias com tamanho exagerado, navegação simplificada e um número limitado de histórias visíveis em qualquer página são marcas registradas do design ocidental. Os consumidores neste mercado estão bem acostumados a buscar informações por conta própria, colocando um peso menor nos designers para encher de informação cada pixel visível.

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Por outro lado, os usuários nos mercados asiáticos esperam ver sites que ocupem todo o espaço com texto e imagens. Na homepage do Sohu mostrada aqui, as imagens são condensadas no tamanho de miniaturas para acomodar texto adicional por toda a página. Enquanto o site da CNN tinha três pontos de entrada principais (navegação principal, manchete principal, área de principais histórias), o Sohu oferece uma dúzia.

A raiz dessa diferença entre os designs oriental e ocidental é frequentemente atribuída à diferença entre os caracteres asiáticos e ocidentais, e o fato de que as linguagens de código para web são quase que exclusivamente escritas em inglês. A complexidade dos caracteres asiáticos fez com que os públicos chinês e japonês expressassem uma preferência por um web design “cheio de detalhes” ou condensado. A comparação entre os designs oriental e ocidental apresenta diferenças óbvias, mas ao analisar de perto as regiões dentro de um mesmo país, podemos destacar a necessidade de escolhas exclusivas de conteúdo e design.

Como as cores serão interpretadas?

A escolha de cores pode ter o maior impacto na primeira impressão que o usuário tem do seu site. Pensando em escala global, entretanto, as cores também podem ter significados totalmente diferentes. Enquanto o vermelho é uma cor de energia, amor e sucesso em algumas nações, outras o veem como uma cor de luto ou pecado.

Ao elaborar um design para um público novo, gaste um pouco de tempo avaliando os principais sites daquela região, e preste muita atenção em onde e como algumas cores específicas são usadas. Quais cores são usadas para botões, títulos e elementos gráficos? Em uma micro escala, entender as cores que estão sendo usadas por seus concorrentes também pode ajudar a modelar um design relevante do ponto de vista cultural.

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Por exemplo, qualquer joalheria que crie um website com um tom claro de azul-esverdeado como sua cor principal irá automaticamente gerar comparações com a Tiffany. A compreensão completa dos principais sites (e seus esquemas de cores) dentro de uma determinada região permitirá que você evite ou tire proveito de similaridades. A mesma abordagem pode ser tomada para garantir que ícones, elementos gráficos e imagens tenham a ressonância desejada com o seu público.

Quais ações este público se sente confortável em tomar?

Diferentes culturas têm diferentes níveis de conforto em relação a tomar ações online e enviar informações pessoais a sites. Para sites B2B ocidentais, é uma prática comum ter longos formulários exigindo todo tipo de informação pessoal e comercial. Embora este tipo de formulário seja esperado em algumas áreas, outros países ou regiões podem não se sentir confortáveis em executar uma etapa tão séria online.

Da mesma forma, alguns usuários são mais propensos a pegar o telefone e ligar para um número que veem online, em vez de mandar um e-mail. Gastar tempo para entender os níveis de conforto e disposição do seu público pode maximizar o valor que você obtém da sua propriedade online.

Estudo de caso: Design McGlobal

O McDonald’s é líder em esforços globais de design, criando sites exclusivos para praticamente cada mercado em que ele opera. Abaixo estão alguns exemplos de como a gigante dos hambúrgueres criou sites internacionais que falam diretamente aos públicos que os acessam.

China 

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Espanha

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Canadá

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México

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Pensar em todas as opções de conteúdo, cores e chamadas para ação pode ser uma tarefa demorada no processo de design para web. A melhor forma de facilitar essa iniciativa e garantir um resultado culturalmente relevante é realizar testes de usabilidade nas regiões onde o seu público se encontra.

via: shutterstock

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